RESENHA CRÍTICA – Drug Discovery e Reposicionamento de Fármacos
A problemática atual de descobertas de novos fármacos inclui a descoberta de compostos líderes e a otimização de medicamentos, e esse é um processo longo, caro e de alto risco. Problemas de saúde pública e global, como as doenças como o câncer, diabetes, doença de Alzheimer e doença de Parkinson tornam a descoberta e o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais críticos. A utilização de ferramentas computacionais (in silico) permite uma maior facilidade no processo de Drug Discovery, potencializando os resultados e diminuindo as limitações econômicas no relacionado à busca de soluções de tratamento dessas doenças. Dentre as ferramentas in silico com um alto potencial de impacto no desenvolvimento farmacológico pode-se mencionar o Computer-Aided Drug Design (CADD), o qual permite a transformação do processo de descoberta de fármacos ao acelerar o tempo de descoberta e prever parâmetros importantes, como a barreira hematoencefálica. Ele avalia diferentes propriedades biológicas de um alvo e fornece um novo design de compostos adequados para interagir com esse alvo. Utilizando duas abordagens metodológicas (baseadas em estrutura e em ligantes), o CADD pode mostrar como o composto interage com o alvo ou avaliar as propriedades físico-químicas e atividades de ligantes conhecidos para projetar novos compostos com atividades desejadas. Geralmente, ele usa algoritmos de construção para projetar novos compostos com alta probabilidade de serem ativos, sintetizáveis e sem propriedades indesejáveis (como a presença de valores indesejados na farmacocinética). O CADD pode ser usado antes do HTS (triagem de alto rendimento) para filtrar compostos potencialmente ativos em grandes bibliotecas (triagem virtual), o que reduz o número de compostos a serem sintetizados e testados, diminuindo consideravelmente o tempo de ensaio, a carga de trabalho, a utilização experimental de animais para ensaios in vivo e as despesas. Uma das limitações é que não consegue prever a funcionalidade sistêmica de um complexo biológico já que os sistemas biológicos tem uma infinidade de interações e é muito difícil o controle de todos esses parâmetros. Os avanços tecnológicos recentes no desenvolvimento de metodologias in silico permitem que estratégias como o reposicionamento de fármacos sejam consideradas como mais eficazes e sustentáveis, tornando elas como umas alternativas atraente economicamente em relação à descoberta de novas entidades químicas. O reposicionamento de fármacos visa descobrir novos benefícios terapêuticos de medicamentos existentes, ao vez de procurar agentes terapêuticos totalmente novos que podem ter altos custos ou longos tempos de teste e espera até serem aprovados, neste caso se utilizam medicamentos de baixo risco que já foram aprovados e tem passado por teste clínicos e toxicológicos o que diminui tempo e custos. Os medicamentos podem ser reutilizados em qualquer fase de desenvolvimento. No contexto da utilização de produtos naturais, sintéticos e ferramentas in silico para atingir melhores resultados no Drug discovery, a integração dessas metodologias cria uma estratégia otimizada devido a que os produtos naturais oferecem diversidade e inspiração molecular a partir da capacidade de isolar e purificar princípios ativos para criar bibliotecas de estruturas, usadas como base para compostos sintéticos e semissintéticos. As pequenas moléculas sintéticas, com o auxílio do HTS, permitem a exploração rápida e sistemática de vastos espaços químicos. E os métodos in silico (CADD) funcionam como uma ferramenta de inteligência preditiva, que refina a seleção de candidatos antes mesmo dos testes práticos, economizando recursos e direcionando os esforços para os resultados promissores ou poupando testes desnecessários. Então a combinação permite maximizar as chances de sucesso, minimizando o tempo e o custo associados a um processo longo e caro, ao mesmo tempo em que aborda a complexidade de identificar novos compostos químicos com potencial terapêutico. Falar de ferramentas computacionais atualmente implica falar da inteligencia artificial (IA), a qual demonstra vantagens no processo de análise molécular e farmacológico, sendo vista como uma ferramenta em ascensão. As pesquisas revelam que a aplicação da IA no processo de descoberta de novos fármacos pode acelerá-lo em até 2% e gerar economias anuais de até 28 bilhões de dólares no campo. Dentre os termos muitos relacionados à IA, o Machine Learning (ML) ganhou muita relevância na área nos últimos anos. O uso dos algoritmos de ML consiste no treinamento em grandes conjuntos de dados para aprendizado de regras, análise de novos dados, fazer previsões e decisões. No uso do ML existem três tipos principais: aprendizado supervisionado, no qual consiste em treinamento com dados rotulados; aprendizado não supervisionado, que consistem em reconhecimento de padrões ocultos e agrupamento; e por reforço, uma aprendizagem por interação com o ambiente. Os algoritmos tradicionais de ML são voltados para desempenhar papeis em diversas etapas, como triagem virtual baseada em estrutura de ligantes (um preditor de propriedades farmacológicas que avalia a semelhança do composto com moléculas ativas conhecidas, sendo vital para a estimativa da afinidade de ligação alvo-droga, prever atividades biológicas e propriedades ADMET), previsão de toxicidade, modelagem farmacodinâmica e reposicionamento de drogas. Já o Deep Learning (DL) é como um subconjunto do ML que utiliza redes neurais com estrutura hierárquica, sendo mais adequado para o tratamento com dados massivos e complexos. Algoritmos de DL são usados para a extração de características de dados, podendo gerar novos dados amostrais, incluindo por exemplo novas sequências moleculares, análise de informações baseadas em sequências ou séries temporais, e previsão de estruturas 3D de sequências de aminoácidos. No desenho das drogas (Drug Design) tanto o ML quanto o DL facilitam a compreensão da interação entre dados químicos e sistemas biológicos, esse impulsão que a IA fornece é a facilidade no desenho de novo de novos compostos ativos, na previsão de processos reacionais e na otimização de rotas sintéticas, ou seja, atuando diretamente na automação. Os principais desafios relacionados à confiabilidade e interpretação dos dados gerados pelo uso da IA consistem em cinco pontos principais. O primeiro é relacionado à complexidade biológica e sua relação com o ambiente controlado, visto que é complexa a ação das drogas em organismos vivos. O segundo consiste na qualidade e diversidade de dados, já que a eficácia dos modelos são influenciadas pela base de dados. Outro ponto é a interpretação de “caixas pretas”, ou seja, à falta de transparência em como certos algoritmos de ML chegam às suas previsões e decisões. Ademais, os modelos baseados em IA requerem frequentemente treinamentos extensivos e específicos, e é suscetível a erros de programação. O uso da IA através da integração de algoritmos de ML e DL contribuem de modo significativos para a superação das limitações tradicionais, especialmente no que concerne à eficiência, custo e inovação. A aplicação da IA pode acelerar o processo de desenvolvimento de novos fármacos. No screening de drogas, o virtual screening permite avaliar a triar extensas bibliotecas estruturais, superando a capacidade dos métodos tradicionais que são limitados a dezenas ou centenas de milhares de compostos. Ferramentas baseadas em DL aprimoram a precisão e a velocidade de técnicas, a predição da estrutura de alvos proteicos; no design de fármacos facilita o desenho de novo das moléculas ativas, a otimizar rotas sintéticas e automatizar processos. Essa eficiência aumentada pela IA e sua capacidade de identificar candidatos promissores com maior rapidez tem o potencial de gerar economias substanciais, reduzindo por exemplo custos com a necessidade de testes físicos em larga escala. No que tange à inovação, essas ferramentas possibilitam o desenho de novas moléculas ativas praticamente do zero, explorando um vasto espaço químico. A sugestão geral é que a IA atue, principalmente, como uma ferramenta complementar e de apoio. Os desafios que também surgem com o uso dessa ferramenta, como a complexidade da ação das drogas em organismos vivos, que não é totalmente replicado em simulações, as “caixas pretas”, e a susceptibilidade a erros de programação indicam que precisam de validação em sistemas biológicos e ensaios clínicos, e posicionam a IA mais como um complemento, que potencializa e guia a pesquisa experimental, do que como um substituto. A complexidade de ambientes biológicos relaciona-se com o risco dos modelos de IA, treinados em ambientes controlados, não conseguirem prever com maior precisão o comportamento das drogas nos organismos complexos. Portanto, a comunidade científica precisa enfatizar uma validação experimental rigorosa dos resultados gerados pelas ferramentas de IA, e em ensaios clínicos, sempre integrando o conhecimento biológico e farmacológico humano na interpretação dos resultados da IA. Ademais, os modelos de IA requerem grandes conjuntos de dados de alta qualidade e diversidade para fazerem uma análise eficaz, então uma estratégia de mitigação pode ser a promoção de partilha de dados entre instituições de pesquisa. O desenvolvimento de padrões para a qualidade e diversidade dos dados utilizados nos treinamentos da IA pode ser interessante, e o investimento em curadoria e pessoal especializado para gerenciar e analisar esses dados também são estratégias que podem auxiliar na mitigação de riscos. Sabe-se ainda que alguns modelos de DL são difíceis de interpretar, e investir no desenvolvimento de modelos que permitam que os pesquisadores entendam a lógica por trás das previsões feitas pode fazer a diferença na análises e diminuição dos erros de interpretação. Sendo a IA suscetível a erros de programação, a implementação de processos rigorosos de desenvolvimento de software, testes e validação dos algoritmos de IA podem aumentar a transparência no desenvolvimento desses algoritmos, e ser uma potencial ferramenta estratégica de mitigação. Para a maximização dos benefícios deve-se haver investimento e infraestrutura, colaborações interdisciplinares, integração abrangente de ferramentas, desenvolvimento de ferramentas especializadas e manter a continuidade das pesquisas. O poder computacional, profissionais qualificados, e o fomento para a criação de equipes multidisciplinares que unam cientistas de dados, químicos computacionais, biológicos moleculares, farmacologistas e médicos clínicos têm muito potencial para o avanço da era revolucionária de desenvolvimento de fármacos.
Referencias ● Berdigaliyev & Aljofan. An overview of drug discovery and development. Future Med. Chem. 2020. DOI: 10.4155/fmc-2019-0307. ● WU et. al. The Role of Artificial Intelligence in Drug Screening, Drug Design, and Clinical Trials. 2024. DOI 10.3389/fphar.2024.1459954.
A problemática atual de descobertas de novos fármacos inclui a descoberta de compostos líderes e a otimização de medicamentos, e esse é um processo longo, caro e de alto risco. Problemas de saúde pública e global, como as doenças como o câncer, diabetes, doença de Alzheimer e doença de Parkinson tornam a descoberta e o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais críticos. A utilização de ferramentas computacionais (in silico) permite uma maior facilidade no processo de Drug Discovery, potencializando os resultados e diminuindo as limitações econômicas no relacionado à busca de soluções de tratamento dessas doenças. Dentre as ferramentas in silico com um alto potencial de impacto no desenvolvimento farmacológico pode-se mencionar o Computer-Aided Drug Design (CADD), o qual permite a transformação do processo de descoberta de fármacos ao acelerar o tempo de descoberta e prever parâmetros importantes, como a barreira hematoencefálica. Ele avalia diferentes propriedades biológicas de um alvo e fornece um novo design de compostos adequados para interagir com esse alvo. Utilizando duas abordagens metodológicas (baseadas em estrutura e em ligantes), o CADD pode mostrar como o composto interage com o alvo ou avaliar as propriedades físico-químicas e atividades de ligantes conhecidos para projetar novos compostos com atividades desejadas. Geralmente, ele usa algoritmos de construção para projetar novos compostos com alta probabilidade de serem ativos, sintetizáveis e sem propriedades indesejáveis (como a presença de valores indesejados na farmacocinética). O CADD pode ser usado antes do HTS (triagem de alto rendimento) para filtrar compostos potencialmente ativos em grandes bibliotecas (triagem virtual), o que reduz o número de compostos a serem sintetizados e testados, diminuindo consideravelmente o tempo de ensaio, a carga de trabalho, a utilização experimental de animais para ensaios in vivo e as despesas. Uma das limitações é que não consegue prever a funcionalidade sistêmica de um complexo biológico já que os sistemas biológicos tem uma infinidade de interações e é muito difícil o controle de todos esses parâmetros. Os avanços tecnológicos recentes no desenvolvimento de metodologias in silico permitem que estratégias como o reposicionamento de fármacos sejam consideradas como mais eficazes e sustentáveis, tornando elas como umas alternativas atraente economicamente em relação à descoberta de novas entidades químicas. O reposicionamento de fármacos visa descobrir novos benefícios terapêuticos de medicamentos existentes, ao vez de procurar agentes terapêuticos totalmente novos que podem ter altos custos ou longos tempos de teste e espera até serem aprovados, neste caso se utilizam medicamentos de baixo risco que já foram aprovados e tem passado por teste clínicos e toxicológicos o que diminui tempo e custos. Os medicamentos podem ser reutilizados em qualquer fase de desenvolvimento. No contexto da utilização de produtos naturais, sintéticos e ferramentas in silico para atingir melhores resultados no Drug discovery, a integração dessas metodologias cria uma estratégia otimizada devido a que os produtos naturais oferecem diversidade e inspiração molecular a partir da capacidade de isolar e purificar princípios ativos para criar bibliotecas de estruturas, usadas como base para compostos sintéticos e semissintéticos. As pequenas moléculas sintéticas, com o auxílio do HTS, permitem a exploração rápida e sistemática de vastos espaços químicos. E os métodos in silico (CADD) funcionam como uma ferramenta de inteligência preditiva, que refina a seleção de candidatos antes mesmo dos testes práticos, economizando recursos e direcionando os esforços para os resultados promissores ou poupando testes desnecessários. Então a combinação permite maximizar as chances de sucesso, minimizando o tempo e o custo associados a um processo longo e caro, ao mesmo tempo em que aborda a complexidade de identificar novos compostos químicos com potencial terapêutico. Falar de ferramentas computacionais atualmente implica falar da inteligencia artificial (IA), a qual demonstra vantagens no processo de análise molécular e farmacológico, sendo vista como uma ferramenta em ascensão. As pesquisas revelam que a aplicação da IA no processo de descoberta de novos fármacos pode acelerá-lo em até 2% e gerar economias anuais de até 28 bilhões de dólares no campo. Dentre os termos muitos relacionados à IA, o Machine Learning (ML) ganhou muita relevância na área nos últimos anos. O uso dos algoritmos de ML consiste no treinamento em grandes conjuntos de dados para aprendizado de regras, análise de novos dados, fazer previsões e decisões. No uso do ML existem três tipos principais: aprendizado supervisionado, no qual consiste em treinamento com dados rotulados; aprendizado não supervisionado, que consistem em reconhecimento de padrões ocultos e agrupamento; e por reforço, uma aprendizagem por interação com o ambiente. Os algoritmos tradicionais de ML são voltados para desempenhar papeis em diversas etapas, como triagem virtual baseada em estrutura de ligantes (um preditor de propriedades farmacológicas que avalia a semelhança do composto com moléculas ativas conhecidas, sendo vital para a estimativa da afinidade de ligação alvo-droga, prever atividades biológicas e propriedades ADMET), previsão de toxicidade, modelagem farmacodinâmica e reposicionamento de drogas. Já o Deep Learning (DL) é como um subconjunto do ML que utiliza redes neurais com estrutura hierárquica, sendo mais adequado para o tratamento com dados massivos e complexos. Algoritmos de DL são usados para a extração de características de dados, podendo gerar novos dados amostrais, incluindo por exemplo novas sequências moleculares, análise de informações baseadas em sequências ou séries temporais, e previsão de estruturas 3D de sequências de aminoácidos. No desenho das drogas (Drug Design) tanto o ML quanto o DL facilitam a compreensão da interação entre dados químicos e sistemas biológicos, esse impulsão que a IA fornece é a facilidade no desenho de novo de novos compostos ativos, na previsão de processos reacionais e na otimização de rotas sintéticas, ou seja, atuando diretamente na automação. Os principais desafios relacionados à confiabilidade e interpretação dos dados gerados pelo uso da IA consistem em cinco pontos principais. O primeiro é relacionado à complexidade biológica e sua relação com o ambiente controlado, visto que é complexa a ação das drogas em organismos vivos. O segundo consiste na qualidade e diversidade de dados, já que a eficácia dos modelos são influenciadas pela base de dados. Outro ponto é a interpretação de “caixas pretas”, ou seja, à falta de transparência em como certos algoritmos de ML chegam às suas previsões e decisões. Ademais, os modelos baseados em IA requerem frequentemente treinamentos extensivos e específicos, e é suscetível a erros de programação. O uso da IA através da integração de algoritmos de ML e DL contribuem de modo significativos para a superação das limitações tradicionais, especialmente no que concerne à eficiência, custo e inovação. A aplicação da IA pode acelerar o processo de desenvolvimento de novos fármacos. No screening de drogas, o virtual screening permite avaliar a triar extensas bibliotecas estruturais, superando a capacidade dos métodos tradicionais que são limitados a dezenas ou centenas de milhares de compostos. Ferramentas baseadas em DL aprimoram a precisão e a velocidade de técnicas, a predição da estrutura de alvos proteicos; no design de fármacos facilita o desenho de novo das moléculas ativas, a otimizar rotas sintéticas e automatizar processos. Essa eficiência aumentada pela IA e sua capacidade de identificar candidatos promissores com maior rapidez tem o potencial de gerar economias substanciais, reduzindo por exemplo custos com a necessidade de testes físicos em larga escala. No que tange à inovação, essas ferramentas possibilitam o desenho de novas moléculas ativas praticamente do zero, explorando um vasto espaço químico. A sugestão geral é que a IA atue, principalmente, como uma ferramenta complementar e de apoio. Os desafios que também surgem com o uso dessa ferramenta, como a complexidade da ação das drogas em organismos vivos, que não é totalmente replicado em simulações, as “caixas pretas”, e a susceptibilidade a erros de programação indicam que precisam de validação em sistemas biológicos e ensaios clínicos, e posicionam a IA mais como um complemento, que potencializa e guia a pesquisa experimental, do que como um substituto. A complexidade de ambientes biológicos relaciona-se com o risco dos modelos de IA, treinados em ambientes controlados, não conseguirem prever com maior precisão o comportamento das drogas nos organismos complexos. Portanto, a comunidade científica precisa enfatizar uma validação experimental rigorosa dos resultados gerados pelas ferramentas de IA, e em ensaios clínicos, sempre integrando o conhecimento biológico e farmacológico humano na interpretação dos resultados da IA. Ademais, os modelos de IA requerem grandes conjuntos de dados de alta qualidade e diversidade para fazerem uma análise eficaz, então uma estratégia de mitigação pode ser a promoção de partilha de dados entre instituições de pesquisa. O desenvolvimento de padrões para a qualidade e diversidade dos dados utilizados nos treinamentos da IA pode ser interessante, e o investimento em curadoria e pessoal especializado para gerenciar e analisar esses dados também são estratégias que podem auxiliar na mitigação de riscos. Sabe-se ainda que alguns modelos de DL são difíceis de interpretar, e investir no desenvolvimento de modelos que permitam que os pesquisadores entendam a lógica por trás das previsões feitas pode fazer a diferença na análises e diminuição dos erros de interpretação. Sendo a IA suscetível a erros de programação, a implementação de processos rigorosos de desenvolvimento de software, testes e validação dos algoritmos de IA podem aumentar a transparência no desenvolvimento desses algoritmos, e ser uma potencial ferramenta estratégica de mitigação. Para a maximização dos benefícios deve-se haver investimento e infraestrutura, colaborações interdisciplinares, integração abrangente de ferramentas, desenvolvimento de ferramentas especializadas e manter a continuidade das pesquisas. O poder computacional, profissionais qualificados, e o fomento para a criação de equipes multidisciplinares que unam cientistas de dados, químicos computacionais, biológicos moleculares, farmacologistas e médicos clínicos têm muito potencial para o avanço da era revolucionária de desenvolvimento de fármacos.
Referencias ● Berdigaliyev & Aljofan. An overview of drug discovery and development. Future Med. Chem. 2020. DOI: 10.4155/fmc-2019-0307. ● WU et. al. The Role of Artificial Intelligence in Drug Screening, Drug Design, and Clinical Trials. 2024. DOI 10.3389/fphar.2024.1459954.